sexta-feira, 15 de agosto de 2014

AOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE CAMPO LIMPO PAULISTA

Meus amigos e minhas amigas, funcionários públicos municipais, vocês devem estar acompanhando as discussões iniciadas através de um requerimento absolutamente estranho apresentado pelo vereador Borjão.
Nesse requerimento o mesmo exige que os nomes, cargos e os salários de cada funcionário público do município seja tornado público, desrespeitando o direito à confidencialidade de informações totalmente pessoais. Ou seja, esse vereador quer que o seu nome e o seus ganhos sejam informações que qualquer um possa ver e, portanto, todo mundo vai saber o quanto você ganha. Você aceita isso?
Como cidadão não preciso saber o quanto os servidores públicos ganham. Sinceramente não me interessa nem um pouco isso, o que me importa é que esteja tudo dentro da lei e sei que isso acontece, já que existe uma lista com descrição de cargos e salários no site da prefeitura, mas preserva-se a identidade de todos. (link abaixo)
Mas, o grande x dessa questão é que, esse vereador, assim como os demais que votaram a favor dele (Rosinha do Ônibus, Leandro Bizeto, Riberto e Betinho) deveriam dar um exemplo e expor publicamente os seus salários, não só como vereadores, mas também em suas ocupações profissionais, além de expor também os nomes e salários de seus assessores.
Já que querem expor alguém, exponham-se a si mesmos e seus assistentes e não os servidores públicos, pois num passado não muito distante alguns vereadores tinham assessores fantasma, ou pessoas que recebiam e entregavam os salários de forma integral nas mãos de seus chefes, portanto é sempre de bom tom, mostrar quem e quanto recebe, não é verdade?

Felizmente, os vereadores Tonico, Maria Paranhos, Jorge Mello e Jura, votaram contra esse requerimento esdruxulo e garantiram o direito à confidencialidade dos salários nominais dos servidores. Esses vereadores conseguiram defender o seu direito a não ter sua intimidade financeira exposta e também calaram a demagogia patética de uma oposição que já não sabe mais o que fazer para se fazer notar.